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Cadê os chineses? Redução da presença militar da China perto de Taiwan provoca dúvidas

Porta-aviões da China nas águas de Taiwan em abril de 2025. Taiwan Ministry of National Defense via AP Taiwan não detectou a presença de nenhum avião milit...

Cadê os chineses? Redução da presença militar da China perto de Taiwan provoca dúvidas
Cadê os chineses? Redução da presença militar da China perto de Taiwan provoca dúvidas (Foto: Reprodução)

Porta-aviões da China nas águas de Taiwan em abril de 2025. Taiwan Ministry of National Defense via AP Taiwan não detectou a presença de nenhum avião militar chinês ao redor da ilha em nove dos últimos 10 dias, o que gerou dúvidas entre analistas sobre os motivos da redução da mobilização das forças da China na região sem uma explicação aparente. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A China, que considera Taiwan parte de seu território, intensificou nos últimos anos a pressão militar sobre a ilha de governo autônomo, com o deslocamento de caças e navios de guerra quase todos os dias. Contudo, desde 28 de fevereiro, apenas dois aviões chineses foram registrados em um período de 24 horas nas imediações de Taiwan, segundo um levantamento da AFP baseado em números divulgados diariamente pelo Ministério da Defesa taiwanês. Em comparação, no mesmo período do ano passado, foram detectadas 86. Este é o maior período de tempo sem detecções desde que a AFP começou a registrar os números em 2024. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao mesmo tempo, foi detectada a média de seis navios militares chineses por dia ao redor da ilha nos últimos 10 dias, número similar ao registrado no mesmo período em 2025. Analistas apontam diferentes razões em potencial para explicar a queda expressiva da presença de caças: As reuniões políticas anuais chinesas, conhecidas como "Duas Sessões", que acontecem atualmente em Pequim; Os expurgos recentes na hierarquia militar chinesa realizados pelo presidente Xi Jinping; A viagem que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve fazer a Pequim no final do mês, onde se reunirá com Xi; Outra possível explicação pode ser efeitos da guerra no Oriente Médio, que pode ter levado Pequim a repensar sua presença militar momentânea. "Eu não esperava ficar preocupado com a interrupção das operações do EPL (Exército Popular de Libertação, o exército chinês) ao redor de Taiwan, mas a falta de uma explicação racional é desconcertante", escreveu no Substack Drew Thompson, da Escola S. Rajaratnam de Estudos Internacionais, vinculada à Universidade Tecnológica de Nanyang, de Singapura. Ben Lewis, da consultoria PLATracker, afirmou que "é uma interrupção significativa em uma atividade de rotina". "Quanto mais tempo essa lacuna nas atividades persistir, mais preocupado eu ficarei com as implicações mais amplas, mas não vi nenhum indício de que a China estaria se preparando para qualquer ação militar importante", disse Lewis à AFP.

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