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EUA iniciam deportações para a Libéria; venezuelanos e cubanos serão maioria

Rua de Monrovia, capital da Libéria, em janeiro de 2026. Thierry Gouegnon/ Reuters Os Estados Unidos enviaram 20 pessoas para deportação à Libéria, dentro ...

EUA iniciam deportações para a Libéria; venezuelanos e cubanos serão maioria
EUA iniciam deportações para a Libéria; venezuelanos e cubanos serão maioria (Foto: Reprodução)

Rua de Monrovia, capital da Libéria, em janeiro de 2026. Thierry Gouegnon/ Reuters Os Estados Unidos enviaram 20 pessoas para deportação à Libéria, dentro de um novo acordo do governo de Donald Trump com o país africano para enviar imigrantes em situação irregular nos EUA detidos por agentes do ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega do país. Nesta quinta-feira (20), os 20 primeiros deportados chegaram aoAeroporto Internacional Roberts, no arredores de Monrovia, capital da Libéria. O acordo prevê o envio de 1.200 imigrantes, no total, e a maioria deles são venezuelanos e cubanos. O ministro da Informação da Libéria, Jerolinmek Piah, afirmou que também haverá cidadãos africanos e naiconais da América do Norte e da América do Sul entre os deportados. Durante uma coletiva de imprensa na terça-feira, o Ministro da Justiça da Libéria, Natu Oswald Tweh, afirmou que a maioria dos deportados havia cometido infrações e delitos relacionados à imigração e que eles poderiam solicitar asilo no país da África Ocidental, caso desejassem. Agora no g1 👉 O acordo entre a Libéria e os EUA figura entre as maiores operações de deportação para terceiros países impulsionadas pelo governo Trump. Segundo defensores de direitos, sob uma série de acordos — muitas vezes sigilosos —, a administração Trump deportou milhares de pessoas para quase duas dezenas de países que não são os seus de origem (cerca de 10 deles na África). Advogados especializados em imigração afirmam que o governo Trump utiliza as deportações para terceiros países como uma brecha jurídica para forçar, indiretamente, o retorno de requerentes de asilo aos seus países de origem. Em muitos casos, os migrantes são deportados para países onde nunca estiveram ou onde enfrentam riscos à segurança, restando-lhes pouca alternativa além de retornar aos países de origem dos quais haviam fugido.

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