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‘Isso aqui não é um parque de diversão’: os brasileiros que deixaram o país para lutar na guerra da Ucrânia

Os brasileiros que deixaram o país para lutar na guerra da Ucrânia A guerra que começou em território ucraniano também levou brasileiros para o campo de ba...

‘Isso aqui não é um parque de diversão’: os brasileiros que deixaram o país para lutar na guerra da Ucrânia
‘Isso aqui não é um parque de diversão’: os brasileiros que deixaram o país para lutar na guerra da Ucrânia (Foto: Reprodução)

Os brasileiros que deixaram o país para lutar na guerra da Ucrânia A guerra que começou em território ucraniano também levou brasileiros para o campo de batalha. Alguns deixaram o país em busca de uma experiência militar, outros foram atraídos pela possibilidade de receber um salário e há ainda aqueles que dizem ter ido para ajudar a Ucrânia no conflito contra a Rússia. Brasileiros são atraídos à guerra na Ucrânia com promessas falsas e relatam tortura, fome e arrependimento; VÍDEO ‘Você fica um pouco com medo’ A reportagem encontrou um grupo de brasileiros que atua junto às Forças Armadas ucranianas. Alguns não tinham experiência militar antes de chegar ao país. Eles contam que o ambiente do front é hostil e que o medo faz parte da rotina. “Só de você estar num ambiente hostil, você fica um pouco com medo, receoso. Mas você vai acostumando”, contou um dos brasileiros entrevistados. O grupo também afirma que a remuneração é um dos fatores considerados por quem decide lutar na Ucrânia. Um dos soldados disse receber cerca de R$ 6 mil por mês, dependendo da cotação. Brasileiro vai à guerra da Ucrânia atrás de 'adrenalina', passa fome, perde 28kg, vê amigo morrer e foge do próprio exército ‘Isso aqui não é um parque de diversão’: os brasileiros que deixaram o país para lutar na guerra da Ucrânia Reprodução/TV Globo ‘Isso aqui não é um parque de diversão’ Mas a realidade encontrada pelos brasileiros no front é muito diferente da imagem de uma aventura militar. Um dos combatentes alerta que muitos jovens chegam ao país sem entender o que realmente significa estar em uma guerra. “Tem muitos jovens que vêm para cá com a ilusão, achando que isso aqui é um parque de diversão. Eu acho que as pessoas assistem muito filme, jogam muitos jogos de tiro e acham que aqui é a mesma coisa. Mas não é. É totalmente diferente”, afirmou. ‘Isso aqui não é um parque de diversão’: os brasileiros que deixaram o país para lutar na guerra da Ucrânia Reprodução/TV Globo Mais de 20 cirurgias Entre os brasileiros que passaram pelo campo de batalha está Juliano. Ele foi para a Ucrânia no ano passado, passou seis meses no país e participou de três missões em Kharkiv. Em uma delas, sofreu ferimentos graves e precisou amputar um braço e uma perna. Ao todo, foram mais de 20 cirurgias. Hoje, ele se recupera em um hospital militar em Lviv, onde são atendidos veteranos e civis feridos durante o conflito. Mesmo depois de tudo o que aconteceu, Juliano diz que acredita que sua atuação teve um propósito. “Dos drones que eu derrubei, salvei alguns soldados, então valeu a pena”, contou. Juliano foi para a Ucrânia no ano passado, sofreu ferimentos graves e precisou amputar um braço e uma perna. Reprodução/TV Globo Para algumas famílias, a guerra terminou Para outras famílias brasileiras, porém, a guerra terminou de forma diferente. Segundo o Itamaraty, 38 brasileiros morreram na guerra da Ucrânia e outros 96 estão desaparecidos. Entre eles está Welisson, jovem de 21 anos que deixou o Brasil depois de iniciar uma carreira militar e decidiu lutar ao lado das forças ucranianas. Colegas disseram que ele morreu durante o conflito, mas seu corpo não foi resgatado. Um ano depois da morte do filho, a mãe dele, Helem Matos, viajou à Ucrânia para fazer uma homenagem e realizar um funeral simbólico. Diante do memorial de soldados mortos em Kiev, ela tentou encerrar um ciclo marcado pela ausência. “Hoje o corpo do meu filho está jogado naquele lugar onde ele tombou e nunca vai ser resgatado. Hoje vou fazer uma homenagem lá no memorial, um funeral simbólico. Preciso fechar esse ciclo para eu poder viver o meu luto”, disse. Um ano depois da morte do filho, mãe viajou à Ucrânia para fazer uma homenagem e realizar um funeral simbólico. Reprodução/TV Globo No memorial, entre retratos de soldados ucranianos, estão também imagens de brasileiros mortos na guerra. A presença deles revela uma dimensão do conflito que ultrapassa as fronteiras da Ucrânia e chega diretamente às famílias brasileiras. LEIA TAMBÉM: 'Aprendi na Ucrânia tudo que sei de guerrilha': brasileiro foi à guerra sem experiência militar, e diz que quem tentava fugir era torturado Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Jornalistas no Front: o trabalho da imprensa na guerra da Ucrânia GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

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